Produtores que tiveram áreas atingidas por incêndios previnem novas queimadas: ‘Muita coisa foi destruída’


Um produtor perdeu 5 mil coqueiros em um incêndio em 2019 e contabilizou prejuízo de quase R$ 4 milhões. Pessoas prejudicadas para pelas queimadas no ano passado estão se precavendo em 2020
“Em 2019 o fogo desceu da serra e veio engolindo tudo”. O depoimento é de uma produtora que teve prejuízos no ano passado ao ter a chácara, em Taquaruçu Grande, devastada por uma queimada. Temendo novas queimadas atingissem a propriedade, um trabalho de preventivo foi realizado. Em 2020 o Tocantins já registrou mais de 4 mil focos de incêndio e a previsão é que os números aumentem por causa do período de estiagem. (Veja o vídeo)
“Tivemos muitos prejuízos com danos materiais e ambientais. Muitas árvores foram queimadas, plantas frutíferas. Muita coisa foi destruída”. Neste ano ela espera passar pelo período com mais tranquilidade. “Fizemos aceiros de 10 metros no entorno da chácara e juntos fizemos o fogo coordenado”, disse.
Plantação de coco ficou destruída após incêndio
Divulgação/Corpo de Bombeiros
Em uma propriedade entre Palmas e Porto Nacional, 10 alqueires de vegetação também foram atingidos e uma plantação com 5 mil pés de coco foi consumida pelo fogo. Na época o produtor Fauster Balestra informou que o incêndio começou em uma área vizinha e se espalhou rapidamente.
“Em três horas queimou todas as carretas que faziam transporte do coco e as cercas também foram queimadas”, disse.
O coco era comercializado em Palmas, em cidades do interior do Tocantins e até para outros estados. O produtor conta que teve prejuízo de quase R$ 4 milhões.
As marcas da destruição permanecem e algumas árvores começam a ficar verdes, mas não deram mais frutos. Neste ano o dono da propriedade providenciou a limpeza de uma área. Dessa forma os riscos de uma queimada se espalhar são menores.
Um ano após o incêndio, Fauster não sabe o que fazer no espaço, que se tornou improdutivo. “A gente tem buscado alguma forma de tornar isso aqui rentável novamente, mas até agora não surgiu nenhuma ideia. Toda a capacidade produtiva foi queimada”, lamentou.
O Corpo de Bombeiros informou que o estado entra em um momento crítico. De acordo com a Defesa Civil, os aceiros são a melhor forma de proteger as propriedades e evitar grandes queimadas. “No final do período chuvoso, em abril, maio, junho, é o momento ideal para fazer esse tipo de proteção. Para que agora já esteja o aceiro pronto. Em um eventual incêndio a sua área está protegida”, explicou o tenente coronel Erisvaldo Alves.
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