Respiradores ficam encaixotados no prédio da Secretaria de Saúde em Palmas; veja fotos


Imagens vieram à tona no dia em que o Tocantins registrou recorde de novos casos e mortes pelo coronavírus. Em cidades do interior, pacientes morreram a espera de leitos. Respiradores ficam encaixotados na sede da Secretaria de Saúde em Palmas
Respiradores artificiais novinhos, que poderiam atender pacientes com o coronavírus em hospitais de todo o Tocantins, estão encaixotados na sede da Secretaria de Estado da Saúde (SES) em Palmas. Imagens obtidas pela TV Anhanguera mostram dezenas de aparelhos do tipo no depósito da SES. O Ministério Público do Tocantins abriu uma investigação para saber porque os 125 respiradores enviados pelo Governo Federal não chegaram nas unidades de saúde.
A SES informou que 66 destes respiradores já estão em hospitais e que os outros serão distribuídos conforme o planejamento da pasta, que não foi divulgado. Para operar os aparelhos, segundo a Secretaria, é necessário primeiro contratar mais profissionais.
Enquanto o problema não é resolvido, em várias cidades do interior, pacientes morrem aguardando leitos. Foi o caos de Maria Francisca do Carmo, de 77 anos. Ela morava em uma vila na zona rural de Talismã, na divisa com Goiás. Foi transferida para um hospital em alvorada na terça-feira (4) e acabou morrendo na noite de quarta (5) enquanto era intubada. Ela precisava de uma UTI.
“Eu tô muito sentida com isso. Minha mãe foi sepultada como se não tivesse ninguém por ela. Sem eu poder chegar perto, sem eu poder olhar nela. Sem eu poder olhar no rostinho dela”, disse a filha dela, Maria Corina Ferreira.
No outro lado do estado, em Xambioá no extremo-norte, Gildete Pereira de Sousa Lima também morreu aguardando por um leito do tipo. Apenas nas últimas 48 horas, o Tocantins teve 20 mortes de pacientes com o coronavírus em todo o estado.
Os médicos afirma que os aparelhos poderiam ser usados para salvar as vidas dos pacientes em casos do tipo. “Esses pacientes vão precisar, no tratamento para se manterem vivos, de um respirados. Caso contrário a mortalidade dele aumenta e a sobrevida diminui.”, diz o presidente da Associação dos Anestesistas do Tocantins, Tássio Diogo Pontes.
Respiradores ainda estão dentro das caixas em Palmas
Reprodução/TV Anhanguera
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