Tocantins registra três afogamentos no fim de semana e número de mortes passa de 40


Vítimas ficaram desaparecidas e corpos foram encontrados por bombeiros. Total de afogamentos neste ano já superou a quantidade registrada no mesmo período de 2019. Bombeiros fazem mergulho para encontram vítima que se afogou no Lago de Palmas, em abril deste ano
Luiz Henrique Machado/Governo do Tocantins
O Tocantins registrou três casos de afogamento durante o último final de semana. De acordo com o Corpo de Bombeiros, as três vítimas não resistiram e acabaram morrendo após ficarem desaparecidas na água. Com os novos casos, o número de óbitos por afogamento este ano no estado subiu para 41, número superior ao registrado no mesmo período do ano passado.
Segundo os dados da corporação, até o final do mês de julho de 2019 tinham sido registradas 33 mortes. Em todo o ano 57 pessoas morreram afogadas.
Os dados do Corpo de Bombeiros apontam que do total de casos de afogamento de janeiro a julho deste ano, 83% das vítimas eram homens. Dos 41 mortos, 72% sabia nadar. Veja abaixo o perfil das vítimas.
Os bombeiros explicam que os casos sempre aumentam no mês de julho, época em que os moradores costumam frequentar praias e fazer acampamentos com amigos e familiares. Neste ano o número cresce mesmo com a suspensão da temporada e festividades por causa da pandemia do novo coronavírus.
Últimos casos
Mergulhadores procuram vítima de afogamento em Porto Nacional
Divulgação/Corpo de Bombeiros
Dos casos registrados neste final de semana, dois ocorreram em Porto Nacional, sendo um no distrito de Luzimangues, e outro em Muricilândia.
O primeiro afogamento ocorreu no sábado (25), no lago de Porto Nacional. Segundo os bombeiros, testemunhas disseram que a vítima, Vanderlan Xavier da Silva, estava em um acampamento com mais três pessoas em uma ilha e ingeria bebidas alcoólicas. Durante a madrugada ele entrou na água e desapareceu.
Os militares encontraram o corpo por volta das 17h, após 3 minutos de busca no local indicado. A vítima estava a uma profundidade de 1,2 metros e 2 metros da margem do lago.
O outro caso, também no sábado, foi registrado em Muricilândia. Antônio Gomes da Silva pescava, no rio Murici, quando a embarcação virou e ele não foi mais visto. A vítima tinha 60 anos.
Já no domingo (26) Lucas de Sousa Alves morreu ao tentar fazer travessia do córrego Móia com amigos. O caso foi no distrito de Luzimangues. A vítima foi encontrada horas depois a cerca de 4 metros de profundidade e 50 metros da margem do córrego.
Em todos os casos equipes da Polícia Científica foram chamadas e os corpos foram levados para Institutos Médicos Legais (IML’s).
Perfil das vítimas de afogamento em 2020
Masculino – 83%
Sabiam nadar – 72%
Correntezas – 63%
Rios – 62%
Distância da margem maior que 5 metros – 48%
Profundidade maior que 2 metros – 39%
Alcoolizados – 38%
Pescando – 29%
Embarcados – 25%
Pós-alimentação – 24%
Noturno – 23%
Comportamento de risco – 22%
Crianças – 18%
Acampamentos – 17%
Epiléticos – 14%
Transtorno mental – 13%
Praia oficial – 4%
Recomendações
Rio Araguaia, em Araguatins, norte do estado
Letícia Queiroz/G1
Os lagos, represas e rios são os locais onde mais se registram afogamentos e os bombeiros orientam que grupos devem ficar sempre atentos para evitar acidentes e mortes. O banhista só deve entrar na água quando tiver certeza que o local é seguro.
É importante sempre ter colete salva-vidas, caixa de primeiros socorros, boias amarradas a um pedaço de corda e outros itens de segurança, todos à vista e em local de fácil acesso.
A corporação não recomenda: nadar e se afastar das demais pessoas, fazer brincadeiras de travessias principalmente em locais com correntezas, e saltar de elevações.
A atenção deve ser ainda maior com as crianças. Quem ingeriu bebidas alcoólicas não deve entrar na água para nadar. Em alguns casos, cordas, galhadas e alguns objetos flutuantes, como caixas-térmicas e garrafas pets, podem ser usados para socorrer vítimas, desde que o ajudante esteja em local seguro.
Em caso de afogamento o Corpo de Bombeiros deve ser chamado. O número de emergência é o 193.
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