Justiça arquiva processo contra homem que teria ajudado ex-namorado de jovem a fugir após assassinato


Silas Barreira foi acusado de favorecimento pessoal, mas Justiça entendeu que ele já estava preso há mais tempo do que a pena máxima para este tipo de crime. O ex-namorado acusado da morte ainda aguarda julgamento. Silas Barreira (de preto) teria ajudado na fuga de Iury Italu (de vermelho)
Divulgação/Polícia Civil
O juiz Roniclay Alves de Morais, do Juizado Especial Criminal de Palmas, determinou o arquivamento do processo contra Silas Barreira Borges. Ele era acusado de ajudar na fuga de Iury Italu Mendanha, apontado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público como assassino da ex-namorada, Patrícia Aline dos Santos, então com 29 anos, em agosto de 2018.
O entendimento da Justiça foi que mesmo se fosse condenado, Silas Barreira já estava preso há mais tempo do que a pena máxima possível para o crime do qual era acusado. Barreira respondia por favorecimento pessoal, crime previsto no artigo 348 do Código Penal. A pena máxima nestes casos é de um a seis meses de prisão e multa e o acusado passou 11 meses na cadeia. Isso é chamado na Justiça de “extinção da punibilidade”.
Patrícia Aline dos Santos foi encontrada morta em matagal na zona norte de Palmas (TO)
Arquivo Pessoal
O Ministério Público chegou a pedir que Barreira também fosse indiciado por faminicídio, como aconteceu com Iury Italu, mas o pedido foi negado. O caso já transitou em julgado, o que significa que não cabe mais recurso. Ele já estava solto antes disso porque respondia ao processo em liberdade.
Já o ex-namorado de Patrícia Aline segue preso e ainda aguarda julgamento. Ele deve ir a Júri Popular, mas a data não está definida. A decisão de arquivamento do processo contra Silas Barreira é de abril deste ano, mas só se tornou pública agora porque o sistema de consulta processual do Tribunal de Justiça do Tocantins teve instabilidades nos últimos meses que dificultaram o acompanhamento dos processos.
O G1 tentou contato com a defesa de Silas Barreira para comentar o caso, mas as ligações não foram atendidas.
Patrícia Aline dos Santos foi morta. Namorado é o suspeito.
Arquivo Pessoal
O crime
O crime chocou o Tocantins pela crueldade e ganhou repercussão nacional após a divulgação de mensagem de Patrícia a uma amiga que mostravam que ela tinha medo de ser morta pelo próprio namorado. O corpo de Patrícia foi encontrado em um matagal na região norte de Palmas, perto de um shopping center.
A Polícia Civil concluiu que ela ainda estava viva quando foi deixada no local por Iury e que ficou agonizando durante algum tempo antes de morrer. A jovem foi executada a tiros. A investigação aponta que o crime foi motivado por ciúmes. Em um vídeo feito pela polícia no dia em que Iury foi preso, ele confessa o assassinato.
Durante o próprio interrogatório, Iury Italu confessou o assassinato perante o juiz e disse que não tinha planejado o crime, mas que se descontrolou após Patrícia mostrar uma foto que comprovava uma traição.
Silas Barreiro sempre alegou que não teve participação no homicídio. Ele disse que foi com Iury até a casa de Patrícia para retribuir um favor, já que a vítima teria ajudado ele a reatar um relacionamento dias antes. Apesar disso, ele comprovou ter visto Iury matar Patrícia.
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