Pesquisa aponta que 8% dos trabalhadores ficaram sem salário e 28,7% ganharam menos em maio


PNAD Covid-19 foi realizada pelo IBGE para mostrar os impactos da pandemia no mercado de trabalho. No mês de maio, 611 mil tocantinenses estavam trabalhando. PNAD mostra impactos da pandemia no mercado de trabalho no Tocantins
Reprodução/TV Anhanguera
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Covid-19) realizada pelo IBGE mostrou que dos 611 mil tocantinenses com mais de 14 anos que estavam trabalhando no mês de maio, 114 mil foram afastados, o equivalente a 18,7%. Ainda segundo os dados, deste total, 50 mil ficaram sem salário, o que representa 8%.
Outro dado apontado na PNAD refere-se ao salário. O rendimento médio de 172 mil tocantinenses (28,7%) foi menor que o normalmente recebido.
Dos 114 mil que foram afastados, 97 mil (ou 15,9%) precisaram cumprir o distanciamento social. O restante foi por motivo de doença, licença maternidade, entre outros. Dos trabalhadores não afastados, 31 mil trabalharam de forma remota.
O levantamento do IBGE está sendo realizado com o apoio do Ministério da Saúde para estimar o número de pessoas com sintomas associados à síndrome gripal e monitorar os impactos da pandemia no mercado de trabalho.
Outros dados
A PNAD Covid19 estimou que o Tocantins tinha em maio 1,2 milhão de pessoas com 14 anos ou mais, a chamada população em idade de trabalhar. A população na força de trabalho era de 676 mil, dos quais 611 mil eram ocupados e 65 mil desocupados.
Conforme o levantamento, 268 mil tocantinenses estavam trabalhando sem vínculo formal, em maio. Se encaixam nesse grupo as pessoas que atuam no setor privado sem carteira; trabalhador doméstico sem carteira; empregador que não contribui para o INSS; trabalhador por conta própria que não contribui para o INSS e trabalhador não remunerado em ajuda a morador do domicílio ou parente.
A população fora da força de trabalho no estado somava 544 mil pessoas, dos quais 208 mil (38%) não procuraram trabalho, mas gostariam de trabalhar, e 139 mil (25,6%) não procuraram principalmente devido à pandemia ou porque faltava oportunidade na localidade em que residiam, mas também gostariam de trabalhar.
A pesquisa revelou ainda que no Tocantins 50% dos domicílios receberam algum auxílio relacionado à pandemia. Entre os benefícios, estão o auxílio emergencial e a complementação do governo pelo Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda.
Cenário nacional
No país, entre os 84,4 milhões de trabalhadores, 19 milhões (ou 22,5%) estavam afastados do trabalho que tinham na semana de referência e 15,7 milhões (ou 18,6%) estavam afastados devido ao distanciamento social. O Nordeste apresentou o maior percentual (26,6%) de pessoas afastadas do trabalho devido ao distanciamento social, seguido do Norte (23,3%), enquanto a região Sul foi a menos afetada (10,4%).
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