Celular de Bebianno pode dar nova dor de cabeça a Bolsonaro

Hylda Cavalcanti
redacao@grupojbr.com

Como se não bastasse a previsão de mais uma semana turbulenta para o presidente Jair Bolsonaro e os filhos, diante dos desdobramentos das investigações de Fabrício Queiroz, preso na última quinta-feira (18), um caso antigo que aguarda desfecho volta à tona para tirar ainda mais o sono do presidente: o famoso telefone celular do ex-ministro e desafeto Gustavo Bebianno. Desaparecido, o celular voltou a ser citado por pessoas próximas a Bebianno — ex-coordenador da campanha de Bolsonaro, falecido em março passado, vítima de infarto — e pode vir a ter seu conteúdo investigado dentro de pouco tempo.

Em matéria da jornalista Thaís Oyama, publicada no portal UOL de ontem, ela afirma ter recebido a confirmação de uma fonte que era amigo do ex-ministro de que o celular estava realmente nos Estados Unidos, mas já retornou ao Brasil. O aparelho teria registros de conversas durante o período de um ano e meio entre Bebianno e Jair Bolsonaro. Thaís Oyama é a autora do livro Tormenta, lançado recentemente, que relata o primeiro ano do governo Bolsonaro. É considerada, nos últimos tempos, uma das jornalistas mais bem informadas sobre os meandros do Executivo Federal e das relações entre o presidente e seus ministros.

Segundo essa fonte teria dito a Oyama, o aparelho está sendo mantido em local seguro, sob a responsabilidade da irmã de Bebianno — que até agora não se manifestou a respeito.

Durante entrevista concedida em janeiro, o advogado e ex-ministro chegou a dizer que tinha um material com provas graves contra o presidente e que este material estava guardado fora do país, por motivo de segurança, para o caso de alguma coisa lhe acontecer. Muita gente acha que o telefone consiste em parte desse acervo citado por ele.

Também já foi dito por uma pessoa que afirma conhecer o teor das conversas arquivadas que embora estas informações a serem reveladas não apresentem propriamente indícios de crimes, podem causar sérios desgastes morais para a imagem de Jair Bolsonaro.

Registros da campanha eleitoral

Não se sabe se a fonte citada pela jornalista Thaís Oyama foi o empresário Paulo Marinho, que trabalhou na campanha de Bolsonaro à presidência e hoje é rompido com ele, mas foi Marinho a personalidade mais mencionada pelos políticos que comentaram a informação sobre o celular de Bebianno.

Pre-candidato à prefeitura do Rio de Janeiro nestas eleições e suplente do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), Marinho chegou a afirmar, no final de maio, que tinha conhecimento do aparelho e que estava tentando recuperá-lo e trazê-lo para o país com a pessoa que tinha a guarda do mesmo.

“Esse celular tem registros de conversas dele (Bebiano) durante um ano e meio de convívio da campanha, entre ele e todas as pessoas que participaram da campanha. Eu não posso te dizer o que tem, até porque eu não tenho conhecimento, mas eu quero resgatar esse telefone, até pra saber o que tem ali, para acabar com essa dúvida, que é sua e que é minha também”, ressaltou o empresário, em entrevista para a jornalista Andreia Sadi, da GloboNews.

No mês passado, Paulo Marinho prestou depoimento à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal contra o presidente e o filho. Ele definiu anteriormente como “uma covardia” a saída de Bebianno do governo. Políticos da oposição acham que o material precisa ser entregue aos órgãos de controle, caso ainda não tenha sido. E aguardam o desenrolar dos fatos nos próximos dias. Desenrolar que pode duplicar o tumulto que já ronda o cotidiano do presidente e seu clã.

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