Cesta básica tem aumento pelo segundo mês e complica situação de famílias que perderam renda na pandemia


Segundo o IBGE, famílias pobres estão gastando 22% da renda com alimentação.
Economista explica que muitas pessoas estão sofrendo de duplo achatamento da renda. Preço da cesta básica aumenta pelo segundo mês consecutivo no Tocantins
O custo da cesta básica no Tocantins teve aumento pelo segundo mês consecutivo. Segundo o IBGE, as famílias mais pobres gastam 22% do orçamento mensal com a alimentação. A situação fica mais grave por causa da pandemia de Covid-19, que tem reduzido a renda de muitas pessoas.
Na casa da dona Elza Pereira, por exemplo, carne só duas vezes por semana. Desempregada, ela tem dificuldades para colocar comida na mesa. O pouco que ainda tem é fruto de doação. “Tá sendo difícil. Às vezes eu recebo cestas e é o que está me mantendo”, disse.
Recentemente o preço dos alimentos registrou alta de 0,24%. O índice pode até parecer baixo, mas na prática não é bem assim. Isso porque a renda do consumidor não se manteve estável e muitos trabalhadores passaram a ganhar menos ou até perderam a fonte de renda.
Clientes fazendo compras em supermercado em Palmas
Reprodução/TV Anhanguera
“O que acontece com a família de baixa renda. Sem uma poupança para esse período, grande parte perdendo seus empregos e por outro lado sofrendo com os impactos da inflação. Ou seja, essas famílias sofrem com o duplo achatamento da renda. Ao mesmo tempo que perde o emprego a inflação também corrói o poder de compra”, explicou o economista Marlo Galvão.
O indicador é medido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Esse foi o segundo mês consecutivo que houve aumento no custo da cesta básica. Em abril, a alta foi 1,79%. Em maio, houve queda no preço das frutas (-2,1%), mas outros produtos puxaram o índice final para cima.
O preço da cebola subiu 30,08%. A batata (16,39%), o feijão carioca (8,66%) e carne (0,5%) também estão entre os alimentos que apresentaram reajustes. Segundo o economista, vários fatores podem influenciar no preço dos produtos.
“Produtos derivados do trigo, que é importado. Ele aumenta uma série de produtos, aumenta o custo de produção e isso desencadeia uma série de elevação em vários produtos. A redução de jornada de trabalho em algumas fábricas, o distanciamento e cuidados por causa da contaminação leva também a uma redução de certos produtos. Por outro lado, a família fica mais tempo em casa e existe a tendência a um consumo mais elevado”, explicou.
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