Funcionários da Adidas acusam a marca de racismo nos EUA

A marca esportiva Adidas rejeitou nesta quarta-feira (17) as acusações feitas por trabalhadores nos Estados Unidos, que denunciam problemas raciais na empresa, uma semana depois de ter prometido maior diversidade nas novas contratações.

Um grupo de 83 funcionários nos EUA solicitou ao conselho de vigilância da marca alemã uma investigação sobre a diretora de recursos humanos, Karen Parkin, acusada de ter minimizado os problemas de racismo na empresa.

Solicitam ainda a criação de uma plataforma pública anônima para apresentar denúncias de racismo, disse a Adidas à AFP, confirmando informações do “Wall Street Journal” (WSJ).

Alguns funcionários negros americanos declararam ao jornal que a cultura da empresa está longe de ser igualitária.

Em uma reunião de funcionários no ano passado, na sede da filial Reebok em Boston, Parkin considerou o racismo um “ruído”, que é tratado apenas nos Estados Unidos, e um problema que não afeta as marcas do grupo, disse o WSJ.

Em 12 de junho, Parkin pediu desculpas em uma mensagem na intranet, afirmando que “deveria ter usado uma palavra mais adequada” na reunião na sede da Reebok, conforme texto ao qual a AFP teve acesso.

“Adidas e Reebok sempre estiveram e estarão contra a discriminação em todas as suas formas, unidas contra o racismo”, declarou a Adidas na nota divulgada nesta quarta.

Com 60.000 trabalhadores no mundo, 10.000 deles nos Estados Unidos, a empresa lembra que já possui uma plataforma telefônica para receber denúncias ligadas a esses assuntos e um mediador externo que responde às questões da equipe, segundo um porta-voz.

No dia 10 deste mês, a Adidas anunciou que 30% dos novos contratados nos Estados Unidos serão pessoas negras, ou de origem latino-americana.

O grupo alemão anunciou também que elevará para US$ 20 milhões, nos próximos quatro anos, o montante destinado a programas de apoio à comunidade negra nos EUA.

© Agence France-Presse

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