Estudantes pensam em abandonar faculdade após terem renda reduzida por causa da pandemia


Alguns alunos foram demitidos ou tiveram redução na renda e têm dificuldade em pagar mensalidades. Pesquisa realizada pela ABMES indica que indice pode chegar a 40% Diminuição de renda: 40% dos estudantes pensam em abandonar faculdade
Uma pesquisa aponta que pelo menos 40% dos estudantes da rede particular de ensino pensam em abandonar a faculdade por dificuldades financeiras em todo o país. O problema se agravou como consequência da pandemia, que acabou levando a redução de renda de diversos tocantinenses. Há ainda aqueles que foram demitidos do serviço e perderam a fonte de renda.
A tocantinense Jeslianne Rogéria Rodrigues mora na zona rural e possui um sinal de Wi-fi ruim, além disso ela não possui um notebook e por isso assiste as aulas da faculdade pelo aparelho de celular. Segundo ela, esse é o menor dos problemas porque a dificuldade dela está no pagamento das mensalidades do curso.
“Sou autônoma, arrumo o cabelo, faço sobrancelha e marquinha e o número de clientes caiu muito mesmo com a pandemia. Eu espero que tudo isso passe e eu consiga negociar e pagar as mensalidades atrasadas para eu poder continuar estudando”, comentou.
A terceira fase da pesquisa Coronavírus e Educação Superior da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), entrevistou 644 estudantes de diversos cursos.
Desses, 52% afirmaram que pretendem continuar estudante independente da situação, outros 42% responderam que existe o risco de desistência da faculdade. E 4% dos alunos afirmaram que irão desistir do curso por causa da pandemia. Dos entrevistados, 60% disseram ter perdido o emprego.
Na Assembleia Legislativa foi aprovado um projeto de lei para a redução das mensalidades em escolas, universidades e faculdades particulares enquanto durar o decreto de calamidade pública que segue até o fim do ano.
Para os estudantes do ensino fundamental esse desconto é de 10%. Aos alunos do ensino médio 15% e 40% de desconto aos estudantes de ensino superior. A lei prevê que pessoas que estão inadimplentes há mais de seis meses não terão direito ao benefício. A lei foi aprovada em dois turnos de votação e aguarda a sanção do governador Mauro Carlesse para entrar em vigor.
Apesar da Covid-19, instituições particulares mantiveram as aulas online. Segundo o sociólogo Sérgio Roberto, é necessário uma ação do Governo para que alunos e instituições não sofram mais prejuízos.
“Uma possibilidade que podemos vislumbrar para que isso seja feito é o Governo junto com as entidades financeiras ampliem os créditos estudantis, créditos financeiros. Prouni, Fies, para que eles possam arcar com essas despesas. Ou, até mesmo as instituições particulares repactuar e reduzir as mensalidades estando ao nível em que os estudantes possam pagar”, comentou o sociólogo.
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A Jeslianne Rogéria Rodrigues é uma das estudantes da rede particular
Divulgação – TV Anhanguera

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