Atividades são paralisadas em frigorífico após quase 20% dos funcionários testarem positivo para coronavírus


O Ministério Público do Trabalho chegou a pedir a paralisação na Justiça, mas a administração do frigorífico Boi Brasil decidiu suspender o expediente de forma voluntária. Foram pelo menos 31 casos diagnosticados na empresa. Frigorífico vai ficar parado por pelo menos 15 dias em Araguaína
Claudemir Macedo/TV Anhanguera
A unidade do frigorífico Boi Brasil, em Araguaína, no norte do Tocantins está com as atividades paralisadas após quase 20% dos funcionários testarem positivo para o novo coronavírus. Segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT) foram 31 casos em um total de 166 trabalhadores. O MPT chegou a pedir a paralisação na Justiça, mas a direção da empresa informou que decidiu suspender o expediente por pelo menos 15 dias de forma voluntária.
O frigorífico informou que vinha adotando um plano de contingência que incluía restrições de aglomeração, reforço de medidas de higiene e afastamento dos funcionários dos grupos de risco. Os promotores confirmaram que o plano existia e estava em vigor, mas avaliaram que o índice de contaminação evidenciava que as medidas não eram suficientes.
Segundo a Boi Brasil, a paralisação na unidade começou no último dia 10 de junho e deve continuar pelo prazo mínimo de 15 dias. Em nota a empresa disse que vai se submeter a uma intervenção e que vai adotar todas as medidas estruturais apontadas como necessárias pelo Ministério Público do Trabalho.
Os promotores estão investigando porque funcionários que tiveram contato direto com pacientes confirmados da doença não foram afastados e também exigem que a empresa adquira testes para aplicar nos trabalhadores.

Este não é o primeiro surto do tipo em uma unidade de frigorífico na cidade. Em maio, 55 funcionários do Minerva Foods testaram positivo para a doença. Na época, o problema foi diagnosticado em testes feitos pela própria direção e os funcionários foram mandados para casa antes de apresentarem sintomas.
Atualmente Araguaína é a cidade mais afetada pela pandemia no Tocantins. O município concentra 2.963 casos e 36 mortes relacionadas a doença, de acordo com o boletim epidemiológico divulgado nesta terça-feira (16) pela Secretaria de Estado da Saúde.
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