O jogo e promessas

Te prometeram lucros extraordinários no cultivo de um tal escargot, nome chique francês prá nossa lesma gosmenta, um bichinho inofensivo, mas nada saboroso. Deu em nada, continuamos preferindo a graxa do churrasco da costela ensebada de sabores. Deu em tudo, quintais infestado desse troço invadido o mínimo espaço, sal e sais de preocupação com a praga produzida pela mídia escorregadia.

Promessa

Mostraram um tal de none, fármaco de uma arvorizinha, dito, anti-cancerígeno produzido na África. O fruto, além de feder como qualquer proteína vencida pela ação do tempo, hoje, é pouco utilizada e sequer surge na mídia mainstream como Salvador de unhas encravadas e bicheiras, piolhos e curubas que antes tratavámos com Bibitoque, Neocid e Lepecid,nessa ordem por ordem dos nossos pais. Enxofre curava a pira baiana. Pira!

Te prometem curas incríveis na oração do bispo oportunista, santos que de santidade tem o céu que pisam, aviões, helicópteros, nuvens de enganação e privilégios de séquitos carentes de promessas de dias melhores e um corolário de problemas que nunca se resolverão. Me engana que eu oro pobre mortal, me espera no portal do campo santo, velas e choros…

Respira, vem Cibalena, Cibazol e Sonrisal, doses homeopáticas de enganação, fígados azuis de sofreguidão e a mídia te empurrando bateria e solução. Não aceite a receita que o guru te deu, dê pausa, controle o controle da TV, assista o capítulo que você não é mais você. Você é produto primário de manipulação, um besta que aceita o que o plim-plim te dar. Ave César, ave Maria, acerte o relógio, amanhã tem mais…

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