Naturatins prorroga prazo para que lixo hospitalar seja retirado de fazenda


Os responsáveis pelo local terão mais sete dias para retirar os resíduos. Seringas, luvas e até agulhas foram encontrados no local em novembro do ano passado pela Polícia Civil. Lixo hospitalar foi encontrado em fazenda da família de deputado
Claudemir Macedo/TV Anhanguera
O prazo para que o lixo hospitalar seja retirado da fazenda que pertence à família Olinto foi prorrogado nesta terça-feira (12). De acordo com o Instituto Natureza do Tocantins, a empresa autuada solicitou que período fosse prolongado e agora terá mais sete dias para retirar todos os resíduos do local.
O lixo foi encontrado enterrado na Fazenda Caeté, em Wanderlândia, em novembro do ano passado pela Polícia Civil, durante as investigações sobre os resíduos achados em um galpão no distrito agroindustrial de Araguaína. O prazo para que o lixo fosse retirado terminou na última sexta-feira (8).
O Naturatins também informou que todos os procedimentos legais foram adotados, visando a regularização, correção e adoção de medidas de controle para cessar a degradação ambiental. E que ao fim da prorrogação, o órgão irá verificar se foi cumprida a notificação.
“O não cumprimento poderá resultar em um novo auto de infração por descumprimento de notificação e em novas providências previstas na legislação ambiental”, informou o órgão, em nota.
Lixo foi encontrado dentro de galpão em Araguaína no ano passado
Felipe Maranhão/TV Anhanguera
Denúncia
Na semana passada o MPE apresentou a primeira ação penal no escândalo do lixo hospitalar. Ao todo, foram denunciadas seis pessoas e cinco empresas suspeitas de ter alguma participação no caso. Na lista, estão o ex-juiz eleitoral João Olinto e os filhos dele; Luiz Olinto e Rodolfo Olinto.
Os três são parentes do deputado estadual Olyntho Neto (PSDB), que apesar de ser investigado pela Polícia Civil no caso, não foi denunciado.
Além dos três, também aparecem na lista do MPE: Ludmila Andrade de Paula, Waldireny de Sousa Martins e José Hamilton de Almeida. Também foram apresentadas denúncias contra as empresas Agromaster S.A, Sancil Sanantonio, Pronorte Empreendimentos, Luon Participações e Teruak Bioenergia.
Os crimes citados na denúncia são de associação criminosa, falsidade ideológica, fraude processual e vários crimes de natureza ambiental.
As denúncias de associação criminosa e fraude processual se aplicam apenas a João Olinto, Luiz Olinto e Ludmila Andrade de Paula. Já a parte que fala sobre falsidade ideológica se estende a todos os citados.
O MPE pediu que a Justiça ouça 12 testemunhas e solicite as imagens das câmeras de segurança de um posto de combustíveis em Araguaína.
O advogado que representa a família Olinto e Ludmila Andrade de Paula disse que só irá se posicionar em juízo e aos órgãos competentes. A defesa de Waldireny de Sousa Martins disse que a denúncia contra a cliente é por um crime de menor potencial ofensivo e que já esperava essa medida.
As empresas Agromaster S.A, Sancil Sanantonio, Pronorte Empreendimentos, Luon Participações e Teruak Bioenergia também não atenderam aos telefonemas.
O G1 não consegui contato com a defesa de José Hamilton de Almeida.
O caso
O escândalo começou após a Polícia Civil encontrar toneladas de lixo hospitalar em um galpão no Distrito Industrial de Araguaína (Daiara). O lixo tinha sido recolhido pela Sancil Sanatonio em hospitais de pelo menos três cidades e o galpão onde o material estava era de responsabilidade da Agromaster.
No dia do flagrante, o ex-juiz eleitoral João Olinto tentou impedir que os fiscais realizassem as buscas. Um vídeo mostrou o momento da confusão. O galpão estava registrado como uma fábrica de farinha.
Depois, mais lixo foi encontrado em um caminhão abandonado em um posto de combustíveis em Araguaína e também em uma fazenda da família. O contrato que o governo do estado tinha com a Sancil Sanantonio foi encerrado após o começo das investigações
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