Homem preso por engano acusado de participar do assalto ao Banco Central ganha indenização de R$ 30 mil


A vítima, que não teve o nome divulgado, foi detida quando foi participar de uma audiência previdenciária em Palmas. Ele ficou preso por 10 dias até o erro ser descoberto. Homem foi preso por engano ao participar de audiência na Justiça Federal em Palmas.
Cassiano Rolim
Um homem que ficou preso por engano durante 10 dias ganhou indenização de R$ 30 mil da Justiça Federal no Tocantins. Ele foi detido em Palmas em novembro de 2017 acusado de participar do assalto ao Banco Central de Fortaleza (CE). O erro ocorreu porque ele tinha o mesmo nome de um dos suspeitos.
No momento que o cadastro foi feito no Banco Nacional de Mandados de Prisão, houve uma confusão. O CPF do homem inocente e o nome da mãe dele foram inseridos como sendo os do suspeito. Quando o homem foi participar de uma audiência previdenciária na Justiça Federal em Palmas a Polícia Judiciária encontrou o mandato e fez a prisão.
O juiz federal Walter Henrique Vilela Santos, titular da 5ª Vara Federal de Palmas, destacou que o erro foi no momento do cadastro, e não dos policiais que fizeram a prisão. “à polícia judiciária cabia cumprir a ordem de prisão em aberto, tal como o fez, em estrita obediência ao que determina o Código de Processo Penal”.
A União reconheceu o erro e informou que o lançamento de dados é feito de forma automática. Os dados foram inseridos pelo sistema da Justiça Federal do Ceará.
“A indenização por danos morais tem como propósito minorar as consequências do ato lesivo, isto é, visa o restabelecimento, mesmo que tardiamente, da dignidade do autor, além de alertar o Estado no sentido de evitar falhas em sua conduta, que se espera seja exemplar”, escreveu o juiz na sentença.
Túnel usado no assalto ao Banco Central, em Fortaleza
Divulgação
O assalto
Na madrugada de 5 para 6 de agosto de 2005, a quadrilha entrou no caixa-forte do Banco Central de Fortaleza através de um túnel, levando mais de três toneladas em notas de R$ 50. Para retirar o dinheiro, o grupo passou por baixo de uma das mais movimentadas vias do centro da cidade.
O túnel levou três meses para ser construído e partia de uma casa alugada pela quadrilha. O crime só foi descoberto no início do expediente da segunda-feira (8). O furto é considerado o maior roubo a banco da história do país e o terceiro no mundo. A quadrilha conseguiu levar mais de R$ 164 milhões. Vários dos envolvidos foram presos, mas quase 14 anos depois ainda há foragidos.
Prédio do Banco Central na avenida Heráclito Graça, em Fortaleza
Leonardo Heffer/G1
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