O “luto ambíguo” dos que esperam pelos familiares desaparecidos na tragédia de Brumadinho

“É como se você fosse demitido e continuasse indo para o espaço de trabalho. Você não consolida a demissão, fica num vazio”. A médica Ana Cláudia Quintana Arantes, especialista em intervenções de luto, tenta explicar com palavras o que é o terrível sentimento de perder alguém, mas não encontrar o corpo para realizar os rituais de despedida. “É um espaço que não é de vida e nem de morte; a pessoa só não está lá”, diz ela. É esse vazio que pode ser enfrentado por dezenas de famílias e amigos das vítimas do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho. Passadas mais de duas semanas da tragédia que soterrou tantas vidas, a esperança dos familiares que ficam é que ao menos o corpo daquelas 160 vítimas que ainda estão desaparecidas seja encontrado para que o último adeus possa ser dado. Até o domingo,156 corpos haviam sido encontrados e nove deles ainda não haviam sido identificados.

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Autor: Marina Rossi

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