‘Não se admite em lugar nenhum’, diz especialista sobre fechamento de escolas no TO


Escola que tirou nota acima da média estadual do Ideb está na lista das 21 que foram fechadas. Unidade reformada recentemente também foi desativada. Quase 5 mil alunos e 1.500 professores foram remanejados após escolas fecharem
“Fechamento de escola é algo que não se admite em lugar nenhum”. A fala é do doutor em educação da Universidade Federal do Tocantins (UFT), Lauro Aguiar, e se refere à desativação de 21 escolas no Tocantins. A notícia desagradou pais e alunos. Uma das escolas da lista tirou nota acima da média estadual do Ideb e outra tinha sido reformada recentemente.
“O Tocantins já tem uma educação precária e ainda fechando escola, em vez de transformarmos em centros de cultura para que esses jovens tivessem um lugar de referência para sua formação. Não é dessa maneira que se resolve os problemas econômicos do estado”, complementou o doutor em educação.
Nem a escola que tirou nota acima da média estadual no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) foi poupada. O Centro de Integração à Criança (Caic) é a escola tradicional no Aureny I e já recebeu prêmio de gestão escolar e ficou entre as melhores do país, mas agora está fechada.
Estudantes do Centro de Atenção à Criança serão remanejados para outro local
Reprodução/TV Anhanguera
Na escola Augusto dos Anjos na quadra 607 Norte em Palmas já estudaram milhares de alunos. Ela também está na lista das que foram fechadas. O detalhe é que ela acabou de ser reformada. O valor da obra foi cerca de R$ 245 mil para reforma e construção da quadra poliesportiva.
A dona de casa Denise Feitosa diz que fica triste porque foi estudante da unidade. “Fui uma das primeiras alunas daqui e ver sendo fechada assim é triste”.
Além delas, outras 19 escolas em todo o estado passaram pelo que o governo tem chamado de “reordenamento” No mapeamento feito pelo estado, são unidades consideradas de alto custo e com pouco alunos.
A Secretaria Estadual de Educação informou que os principais motivos são a baixa procura por matrículas e a existência de convênios do governo com instituições onde o serviço ofertado diverge da competência prioritária da gestão. “Esse estudo foi feito visando otimizar a nossa oferta e é um reordenamento. São escolas que nos davam resultado, mas que reordenamos para otimizar”, explicou a secretaria estadual de educação, Adriana Aguiar.
Do total de escolas fechadas, 15 escolas vão ter os prédios cedidos para o município. As unidades ficam em Xambioá, Arraias, Taguatinga, Presidente Kennedy, Lizarda, Rio Sono, Tocantinópolis, Ponte Alta do Tocantins, Porto Nacional, Babaçulândia, Miracema do Tocantins, Pium, Nova Alegre e duas na capital.
Outras seis não terão mais convênio com o estado, elas ficam em Wanderlandia, Dianópoli, Cristalândia, Augustinópolis e duas em Araguaína.
Nos últimos dez anos, houve uma redução de 32% no número de alunos, segundo levantamento feito pela própria Secretaria da Educação. Atualmente são 180 mil vagas ofertadas, sendo que 150 mil estão preenchidas.
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