Justiça faz primeira audiência sobre a morte da professora Danielle Christina

Além do suspeito do crime, o médico Álvaro Ferreira, 14 testemunhas serão ouvidas. Suspeito foi denunciado por feminicídio triplamente qualificado; crime aconteceu em dezembro de 2017. Medicou será ouvido em audiência de instrução
João Guilherme/Divulgação
Está sendo realizada na tarde desta segunda-feira (29) a primeira audiência sobre o caso da professora Danielle Christina Lustosa Grohs. Serão ouvidas 14 testemunhas, além do médico Álvaro Ferreira. Ele era companheiro da vítima e foi denunciado por feminicídio com os agravantes de ter cometido o crime por motivo torpe, com emprego de asfixia e dificultando a defesa da vítima.
A audiência de instrução e julgamento está sendo realizada na 1ª vara criminal do Fórum de Palmas. Após ouvir os depoimentos, são oito testemunhas de acusação e seis de defesa, o juiz deve decidir se o caso será levado a júri popular.
Durante o inquérito, a polícia também investigou o envolvimento de Marla Cristina Barbosa Santos no crime. Ela seria namorada do médico na época do assassinato e foi com ela que ele saiu do estado.
Porém, o promotor de Justiça Rogério Rodrigo Ferreira Mota, responsável pela 2ª Promotoria de Justiça de Palmas, não ofereceu denúncia contra ela. O MPE informou não ter indícios concretos de que a mulher tenha participado do crime. Porém, se surgirem novas provas ela também poderá ser denunciada.
Álvaro Ferreira está em liberdade desde março deste ano, após decisão da Justiça. Desde então, ele voltou a trabalhar normalmente na rede pública de saúde.
Professora Danielle foi encontrada morta
Reprodução/TV Anhanguera
O crime
O corpo da professora foi encontrado no dia 18 de dezembro de 2017. O médico Álvaro Ferreira é o principal suspeito do crime porque havia sido preso dois dias antes, quando invadiu a casa e tentou esganar a ex-mulher. Mesmo assim, foi solto um dia depois, após audiência de custódia. O Ministério Público chegou a pedir a prisão preventiva dele, mas o pedido foi negado pelo juiz, que determinou a liberdade sem pagamento de fiança.
De acordo com o advogado de Danielle, Edson Monteiro de Oliveira Neto, o ex-marido já havia ameaçado matá-la outras vezes. O advogado informou que chamou a polícia após não conseguir contato com ela durante todo o dia.
O corpo de Danielle foi localizado de bruços na cama. O registro da ocorrência feito pela Polícia Civil aponta que foram encontrados hematomas no pescoço da professora e havia odor característico de urina no short que a vítima vestia. A perícia confirmou que ela foi estrangulada.
A fuga
O médico ficou quase um mês foragido após o crime. Ele foi preso no dia 11 de janeiro em Goiás e levado para a Casa de Prisão Provisória de Palmas no dia seguinte. Ele foi localizado após postar uma selfie em uma igreja nas redes sociais. Enquanto esteve foragido, ele deu entrevistas por telefone e mandou mensagens para a mãe da vítima.
A polícia identificou que ele fugiu primeiro para Salvador, pegou um barco para Morro de São Paulo, viajou para Campinas (SP) e acabou em Goiás.
O médico foi preso enquanto estava no cinema de um shopping em Anápolis. A prisão foi realizada por uma equipe da Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), comandada pelo delegado Pedro Ivo Costa Miranda em parceira com as Polícias Civis de Goiás e São Paulo.
Após ser capturado e preso, o médico ficou menos de dois meses na cadeia. Ele conseguiu o direito a prisão domiciliar após alegar que não poderia ficar preso por problemas de saúde. Depois disso, ele voltou a trabalhar na rede pública.
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