Relembre casos de conflitos entre as polícias Civil e Militar do Tocantins

Servidores das duas instituições entraram em conflito pelo menos quatro vezes nos últimos dois anos. Especialista diz que falta investimento em tecnologia e pessoal. Relembre situações em que as polícias Civil e Militar do Tocantins entraram em conflito
Os comandos da Polícia Civil e da Polícia Militar do Tocantins estão precisando lidar com a repercussão da morte do sargento Gustavo Teles e da prisão do sargento Edson Viana. Os dois são suspeitos de participar de duas execuções e uma tentativa de homicídio em Gurupi. Teles acabou morto e Viana ficou ferido durante uma abordagem de policiais civis que investigavam o caso.
O caso está longe de ser um conflito isolado. As duas forças de segurança possuem um histórico de situações em que acabaram entrando em confronto ao invés de trabalhar juntas.
Em abril de 2017 um vídeo que mostra um grupo de PMs fortemente armados invadindo uma delegacia em Paraíso do Tocantins ganhou repercussão. O delegado da época, Cassiano Oyama, disse que se tratava de uma tentativa de intimidação por uma investigação aberta contra dois militares por tráfico de drogas.
Vídeo mostra policiais deixando delegacia
Reprodução/TV Anhanguera
Em outubro do ano passado, em Guaraí, o delegado Marivan da Silva Souza foi baleado por PMs após ser confundido com um criminoso. Os militares estavam na cidade fazendo buscas após um assalto em um carro forte. Por sorte, Souza sobreviveu, mas perdeu parte de uma orelha no caso.
Já em abril de 2018 o sargento da PM José Maria Rodrigues de Almeida, de 50 anos, morreu após ser baleado em um bar. Ele foi abordado pelo delegado Cassiano Oyama, que tinha sido transferido de Paraíso para a delegacia de homicídios de Palmas e por agentes que o acompanhavam. A versão dos policiais civis é de que ele teria reagido a uma abordagem, o caso ainda não está em andamento.
Para o especialista em segurança pública Tarsis Barreto, as situações poderiam ser evitadas com investimentos em tecnologia e efetivo.
“Especificamente em relação à Polícia Militar, nós temos um deficit neste quadro. O número de praças, de soldados, de cabos é muito pequeno. No âmbito da Polícia Civil, o que é necessário fazer é melhorar a capacidade de investigação, melhorar a inteligência policial. “, diz ele.
O governo do estado disse que as polícias estão unidas no combate a criminalidade e enumerou oito situações em que as forças de segurança atuaram em conjunto durante alguma operação. Um dos exemplos utilizados foi o trabalho de buscas feito após a fuga de presos da Unidade de Tratamento Penal Barra da Grota, em Araguaína.
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