Motoristas de Uber são denunciados por cobrar taxa extra para fazer corridas em Palmas

Delegado disse que condutor pediu R$ 30 a mais para levá-lo ao aeroporto. Prática é ilegal e pode configurar estelionato; Delegacia do Consumidor investiga casos. Motoristas de aplicativos tentam cobrar taxas extras de passageiros em Palmas
Motoristas de Uber estão cobrando taxas extras para fazer corridas em Palmas. A prática é ilegal e pode configurar estelionato. Uma das vítimas foi o delegado Mozart Félix. Ele pagou para ir até o aeroporto, mas ao chegar ao destino, o motorista cobrou R$ 30, além do valor que o cliente já tinha pago ao pedir o serviço, por meio do aplicativo. (Veja o vídeo)
O aplicativo Uber informou que a cobrança por fora de qualquer valor diferente do que foi calculado pelo app e aparece na tela do usuário configura uma violação aos Termos e Condições da plataforma. Disse ainda que o usuário pode denunciar o condutor por meio do aplicativo. (Veja abaixo a nota na íntegra)
O caso aconteceu no último fim de semana, quando o delegado precisou do Uber para pegar um voo de madrugada para Brasília. Ele, então, chamou o primeiro motorista. Antes de buscar o passageiro, ele quis saber o destino. Segundo Mozart, ao descobrir que era o aeroporto, o condutor pediu um dinheiro por fora.
Veja a conversa registrada por meio de aplicativo:
Motorista: Eu moro no centro, pelo valor do app é complicado.
Delegado: Então por que aceitou? A cancele, então.
Motorista: Porque não aparece o destino, amigo.
Delegado: Vou dar print na conversa e encaminhar ao aplicativo.
Motorista: Ameaçando parceiro
Delegado: Não, só avisando mesmo.
Motorista: kkkkkkkk tá certo. Manda aí ta bom. Depois avisa para a PF. (sic)
Em conversa, motorista de Uber pede valor a mais para fazer corrida até aeroporto de Palmas
Reprodução/TV Anhanguera
O outro motorista levou o delegado, e no aeroporto também pediu um valor além do que já havia sido debitado no cartão do passageiro.
“Ele falou que eu desse mais R$ 30 em dinheiro para ele e ficava tudo certo. Eu me recusei a pagar aqueles R$ 30, porque eu já havia pago o aplicativo, que é o correto, e disse a ele que eu iria procurar a Delegacia do Consumidor para registrar a ocorrência, porque essa atitude é crime.”
A estudante Gabrielly de Oliveira passou por uma situação semelhante. Ela pediu um carro pelo Uber ao sair da faculdade, à noite, na avenida Teotônio Segurado, em Palmas. Segundo a estudante, ao chegar no destino, em Taquaralto, região sul da cidade, o motorista tentou cobrar uma taxa extra, alegando que era longe e já estava tarde.
“Eu dei uma nota de R$ 20 esperando receber R$ 5 de troco e ele me disse que seriam os R$ 20 e ele ficaria com os R$ 5 a mais e eu não aceitei. Foi o famoso ‘vai que cola’.
Sem saber que estava sendo gravado, um motorista confirmou que a prática é comum. “Cobrando a mais, você sabe como é. Vou explicar para você: lá não compensa ir, porque você vai lá, leva a pessoa e cobra R$ 25, R$ 30. Aí para voltar, você volta vazio, não compensa. Mas não pode cobrar a mais, cobra o que era para ter pego só.”
A Delegacia do Consumidor promete investigar as denúncias. “Eles aproveitam a oportunidade, que sabe os horários dos voos e vê que a vítima está agoniada para chegar até o aeroporto. Então eles fazem o que eles querem, só que não é por aí. Eles vão ter que responder pelo crime que eles estão cometendo”, disse a delegada Rosa Travassos.
Nota na íntegra
Uber informou que todas as viagens necessariamente só podem ser realizadas por meio do aplicativo, onde o usuário solicita um carro ao toque de um botão e recebe, via app, informações do motorista parceiro que vai buscá-lo, bem como o valor final cobrado por aquela viagem.
A empresa ressaltou ainda que a cobrança por fora de qualquer valor diferente do que foi calculado pelo app e aparece na tela do usuário configura uma violação aos Termos e Condições da plataforma.
Disse também que, caso ocorra algum tipo de cobrança nesse sentido, o usuário pode denunciar o motorista pelo próprio aplicativo. “Temos equipes e tecnologias próprias que analisam viagens suspeitas para identificar tais violações e, caso comprovadas, banir os envolvidos”, afirmou.
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