Casas populares inacabadas tem parte da estrutura furtada em Palmas

Os imóveis estão sendo depredados. Portas, janelas e instalações sanitárias estão sendo levadas e praticamente todas as casas estão sem telhado. Casas de conjunto habitacional inacabado são depredadas em Palmas
Seis anos após o início da construção das 300 casas populares no Jardim Taquari, de Palmas, a obra ainda não foi concluída. Os imóveis estão sendo depredados. Portas, janelas e instalações sanitárias estão sendo levadas e praticamente todos estão sem telhado.
Um investimento de R$ 100 milhões, recursos da Caixa Econômica, com contrapartida do Estado. Os imóveis foram ocupados, mas as famílias foram retiradas pela Justiça. Não tem ninguém morando no local.
No conjunto habitacional tem redes de esgoto e energia, mas os fios também estão sendo furtados. Quando as famílias foram retiradas em julho do ano passado, o Estado fez um acordo para recomeçar as obras em 90 dias. Já se passou um ano e as casas não foram concluídas.
“Não diria todas as casas, mas grande parte delas sim. Essas casas vão ter que começar do zero. O telhado, as janelas foram levadas. Algumas também estavam inacabadas”, reclama o presidente da Associação Casa Vida, Ronaldo Carvalho.
A polícia faz ronda, mas segundo um morador que não quer mostrar o rosto, os furtos acontecem a noite. “Quando eu passo umas 19h, voltando do trabalho, tem uns caras pegando material nas casas, passando com as carroças cheias”, conta.
Enquanto isso, as famílias que ocuparam as casas e foram retiradas por ordem judicial estão morando em condições precárias.
A dona de casa Ana Débora Martins mora com o marido e dois filhos pequenos em um barraco onde tudo é improvisado. Grávida de oito meses, ela tem que se virar quando chove forte.
“Quando chove molha dentro de casa, aí tem que ficar em um canto com as crianças para ver se protege da chuva. Molha as coisas todas. O único barraco que é reforçado é o do vizinho. Daí quando levanta as telhas tem que correr para lá”, conta.
A dona de casa Luziene Ribeiro Alves é uma das beneficiárias das casas que nunca terminam. “Fiz o cadastro em 2008. Até agora estou esperando e nada. Nós ficamos um bom tempo nas casinhas, pediram para a gente sair, a gente saiu. Aí estamos aqui, jogados. Quando vem chuva molha os barracos”,
A área onde estão os barracos foi cedida pelo estado. A espera já dura um ano.
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Casas populares estão inacabas
Reprodução/TV Anhanguera

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