Aves silvestres vítimas de tráfico ganham liberdade após um ano em reabilitação

Para fazer a soltura das araras, capturadas no Pará, os técnicos encontraram uma mata habitada pela mesma espécie em Palmas. Mais de 160 araras estavam sendo tratadas no Centro de Fauna. Araras passam por reabilitação no Centro de Fauna
Reprodução/TV Anhanguera
Aves da Amazônia e do Cerrado salvas do tráfico de animais silvestres voltaram à natureza, após ficarem cerca de um ano no Centro de Fauna em Palmas. Antes de ganhar a liberdade, as araras passaram pela enfermaria do centro de reabilitação. Para ter alta do hospital, o animal precisa receber uma anilha, uma espécie de anel na pata, que funciona como um documento de identidade que vai acompanhar o bicho daqui para a frente. (Veja o vídeo abaixo)
Para fazer a soltura das araras-canindé, capturadas no Pará, os técnicos encontraram uma mata habitada pela mesma espécie em Palmas. Depois de passar 15 dias se adaptando num recinto numa chácara, elas saíram voando.
“Para a gente é mais feliz, é mais gratificante vê-la no retorno ao ambiente natural. Isso sim traz uma felicidade para a gente”, disse a veterinária do Naturatins, Grasiela Pacheco.
Mais de 160 araras das espécie canindé, vermelha e macau estavam sendo reabilitadas. Metade delas resgatadas pela polícia. Muitas são capturadas na região amazônica e transportada pela BR-153, a Belém-Brasília, rota do tráfico de animais silvestres.
Aves silvestres são liberadas após um ano em reabilitação no Tocantins
As araras chegam ao Centro de Fauna precisando de cuidados. Muitos filhores resgatados de caçadores, de tão fracos, precisam tomar papinha na seringa. Assim que melhoram, ganham uma dieta baseada em frutas.
“O animal que está em reabilitação tem que estar bem nutrido para conseguir uma boa recuperação”, explica o zootecnista Daniel Albernaz.
O Naturatins recupera as aves porque elas têm um papel importante. Um deles é cultivar florestas ao espalhar sementes enquanto se alimentam. “Elas têm um aparato muito forte, um bico muito forte, fragmentam esse alimento e consequentemente os restos são aproveitados por outas espécies, outras aves e mamíferos”, explicou o biólogo Tiago Scapini.
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Araras voltam à natureza depois de receberem cuidados no Centro de Fauna
Reprodução/TV Anhanguera

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