Agricultor troca produção de hortaliças para encarar desafio de cultivar maracujá

O maior desafio para quem cultiva o maracujá no Tocantins é enfrentar os efeitos do clima sobre a plantação no período de seca. É na escassez de chuva que ocorre o ataque de praga para planta. Estado registra queda na produção do maracujá
Em Peixe, no sul do estado, um agricultor trocou a produção de hortaliças pela do maracujá. Um dos desafios é manter a produção na entressafra por causa dos efeitos do clima sobre a plantação no período de seca.
De gota em gota cada planta do maracujazeiro recebe 20 litros de água por dia. Os parreirais estão viçosos, mesmo na entressafra, graças ao manejo e os cuidados com a irrigação durante o período de seca.
É nessa fase de escassez de chuva que ocorre o ataque da pior praga para planta: o ácaro. “É difícil o controle porque ele fica abaixo da folha, formando uma telha de aranha. O acaricida não consegue chegar nesse produto, quando a parreira está muito formada. Então a gente planta áreas com no máximo dois anos e retirar porque senão ele forma uma cortina muito grande e o inseticida não consegue penetrar na folha e controlar esses insetos”, explica o engenheiro agrônomo Emerson de Castro Ferraz.
Há quatro anos o produtor Moisés Ferraz da Silva trocou o cultivo de hortaliças pela fruticultura: apostou no maracujá. No parreiral que ocupa meio hectare da fazenda dele, o produtor chega a colher até 300 quilos do fruto por semana.
O plantio foi feito em abril e a produção vai se estender por 10 meses. Ao mesmo tempo em que amadurecem os frutos, o maracujazeiro também floresce. Silva usa uma técnica manual de polinização. “Dá resultado e dobra a produtividade”, afirma.
A variedade cultivada é a FB-200, a mais comum no Tocantins e a mais indicada para o consumo in natura. Quatro frutos chegam a pesar um quilo. Com casca mais dura, resistente às acomodações ao ser transportada a feiras e mercados. Parte do que é produzido também vira poupa e abastece Gurupi, Porto Nacional, Peixe e São Valério.
A produtividade alcança 40 toneladas ano. Um novo parreiral na fazenda está sendo preparado para expansão da produção do maracujá. Apesar disso, o produtor ainda vê desvalorização do produto.
“É muito trabalhoso, muita mão de obra e pouco valorizado. Então tem muitos atravessadores, ambulantes”, diz Silva.
Este engenheiro agrônomo explica que o maracujazeiro requer um manejo cuidadoso para conseguir uma boa safra. A poda é uma das técnicas indispensáveis para o bom desenvolvimento das ramas.
Não pode deixar os ramos novos entrar em contato com o solo abre porta de entrada para futuras doenças, por isso tem que fazer as podas”, diz Ferraz.
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Agricultor trocou produção de hortaliças para encarar desafio de cultivar maracujá
TV Anhanguera/Reprodução

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