Uma eleição que demoliu todos os padrões de campanha no Brasil

Éneas Carneiro se estabeleceu no folclore político nacional por conta dos breves 15 segundos que tinha para passar sua mensagem no horário eleitoral gratuito. Quase 30 anos depois daquela eleição de 1989 em que o Brasil conheceu o candidato do Prona, um presidenciável com metade de seu tempo de propaganda na tevê passou ao segundo turno com 46,03% dos votos. Os oito segundos do deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ) eram 39 vezes mais breves do que os 5 minutos e 33 segundos de Geraldo Alckmin (PSBD), que terminou o primeiro turno na humilde quarta colocação, com apenas 4,76% dos votos, apesar de reunir a maior coligação da corrida presidencial, com nove partidos, e de ter acesso a 185,8 milhões de reais de fundo eleitoral —o PSL, de Bolsonaro, recebeu 9 milhões de reais. Esse e outros resultados do primeiro turno desta eleição não respeitaram os padrões estabelecidos durante as últimas décadas. E talvez esses padrões nunca voltem a existir, avisa o cientista político Carlos Melo.

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Autor: Rodolfo Borges

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