Justiça decreta prisão preventiva para suspeito encontrado com R$ 1,2 milhão em táxi

Caso está sendo investigado pela Polícia Federal com suspeita de crime eleitoral. Mensagens encontradas em celular ligam suspeitos a políticos de Goiás e do Pará. Audiência de custódia de Evenilson Pereira foi realizada em Palmas
Ana Paula Rehbein / TV Anhanguera
A Justiça decretou a prisão preventiva de Evenilson Pereira da Silva na manhã desta quinta-feira (4). Ele foi preso na última terça-feira (2) após ser flagrado em um táxi com R$ 1.260.500,00 em dinheiro dentro de malas. O caso está sendo investigado pela Polícia Federal por suspeita de crime eleitoral.
No dia do flagrante, a Polícia Rodoviária Estadual prendeu Evenilson Pereira da Silva, que usava um documento com outro nome, e Edilson Moura Porto. Os dois estavam em um táxi na TO-050, na saída de Palmas para Porto Nacional, com malas cheias de dinheiro.
O advogado de Evenilson Pereira afirmou à TV Anhanguera que a prisão é ilegal e vai recorrer da decisão. O G1 ainda não conseguiu contato com a defesa de Edilson Moura Porto, que foi ouvido pela PF e liberado no mesmo dia.
Silva ficou preso no dia do flagrante porque tinha um mandado de prisão em aberto contra ele e porque apresentou documento falso. A prisão preventiva foi determinada por causa do dinheiro encontrado com ele.
Dinheiro estava dentro de malas
Divulgação
Investigação
Um celular apreendido com os dois no momento da abordagem tinha mensagens de um deputado estadual de Goiás. O nome do político ou o conteúdo das mensagens ainda não foram divulgados.
O inquérito também apura se há relação com alguma campanha eleitoral no Pará. Pois, os suspeitos afirmaram que iriam viajar para o estado.
A Justiça ordenou que o dinheiro seja enviado para o cofre de uma agência bancária em Palmas. O valor deve ficar sob custódia durante a investigação.
Outro caso
Essa foi a segunda apreensão de uma quantia alta em dinheiro em menos de 24 horas. Nesta segunda-feira (1º), a Polícia do Tocantins encontrou R$ 500 mil com Luís Olinto, irmão de deputado estadual Olyntho Neto (PSDB), em Araguaína. Ele e o sargento da Polícia Militar Edilson Ferreira estavam num carro alugado pela Assembleia Legislativa.
Em um vídeo gravado durante depoimento na Polícia Civil, Luis Olinto disse que o meio milhão era da vó. “Estava na conta da minha vó. Minha vó recebeu, inclusive de herança, meu avô faleceu. Tem os comprovantes todos aqui. Eu iria comprar gado. Eu tinha os intermediários, que são os compradores de gado, mas não sei falar quem são”, disse ele.
Em nota, a assessoria do deputado disse que o irmão dele é advogado e exerce atividades independentes da campanha de Olyntho Neto.
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