Eleições vão custar quase R$ 30 milhões em 2018 no Tocantins; abstenções geram prejuízo

Custos somam a eleição suplementar e a eleição ordinária de outubro. Descrença com a política pode causar abstenção e prejuízo, aponta especialista. Duas eleições no Tocantins em um ano geram custo de R$ 28 milhões
Os eleitores do Tocantins podem ter que ir às urnas quatro vezes neste ano. Foram duas votações na eleição suplementar para governo e, além disso, a eleição ordinária também pode ter dois turnos. Ao todo, a Justiça Eleitoral deverá gastar quase R$ 30 milhões. (Veja vídeo)
A eleição suplementar realizada para escolher um governo-tampão para apenas seis meses, na época, foi calculada em R$ 15 milhões. Só que a participação dos eleitores ficou bem abaixo do esperado.
Em cada um dos dois turnos, cerca de um terço dos eleitores não compareceu às urnas. No primeiro turno foram 30,14% de abstenções e no segundo turno 34,86%.
“Dos três últimos governadores eleitos nenhum completou o mandato. Nós tivemos duas cassações e uma renúncia mal explicada nesse período. Ou seja, o eleitor se sente enganado ou usado nesse processo. Não sente que o voto dele vai escolher aquele que vai governar ao longo dos quatro anos e cumprir o mandato até o final”, disse Evandro Borges, especialista em ciências políticas.
Muita gente deixa de votar achando que um grande número de ausências, junto com votos brancos e nulos, pode cancelar uma eleição. Mas não é assim que funciona o sistema eleitoral brasileiro: vence quem levar mais votos válidos, mesmo que poucos eleitores votem.
Por causa disso, deixar de comparecer às votações, na verdade é desperdício de dinheiro público.
Segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), a eleição de outubro deverá custar R$ 13 milhões, cerca de R$ 12 por eleitor. Se novamente houver uma abstenção de 30%, por exemplo, o prejuízo vai ser de R$ 3.907.464,30.
“A gente sabe que eventualmente essa condutas se repetem eleição após eleição. Diversos eleitores que acabam vendendo seus votos e isso acaba resultando nesse tipo de afastamento e cassação de mandatos”, pontuou o procurador regional eleitoral substituto, George Lodder.
Especialistas acham difícil, mas não impossível aumentar o interesse pela política. “Passa primeiro por uma autocrítica dos candidatos, partidos e coligações, no sentido de valorizar o eleitorado e não utilizar dessas práticas que podem levar à judicialização do processo eleitoral e novas cassações de mandato”, afirma Borges.
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Primeiro turno da eleição será no próximo dia 7 de outubro
Gabriela Lago/G1

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