Fiéis aguardam reforma de catedral que é patrimônio histórico em Porto Nacional

O Iphan recomendou a interdição em março desse ano. Além de goteiras que goteiras que ameaçavam a estrutura da igreja, igreja foi infestada por morcego e fezes do animal. Patrimônio ameaçado: teto da catedral de Porto Nacional corre risco de desabar
Os fiéis ainda aguardam a reforma no altar do da Catedral Nossa Senhora das Mercês, em Porto Nacional, nesta quarta-feira (26). Em março, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) recomendou a interdição. A construção do prédio é antiga e o local já foi alvo de vários problemas. Em outubro de 2017, goteiras provocaram estragos no local e ameaçavam a estrutura da igreja.
Além dos problemas estruturais, em 2016 a igreja foi infestada por morcego e fezes do animal chegavam a escorrer do forro. O mau cheiro incomodava os fiéis.
O Iphan disse que a restauração da cobertura do altar encontra-se licitado e será emitida a ordem de serviço ainda na primeira quinzena de outubro.
A construção é de 1894 e foi tombado como patrimônio histórico há 10 anos. A última reforma última no telhado da catedral foi em 2002. Para continuar tendo missa, a comunidade tem recorrido a improvisos.
O altar é uma mesinha. O original está atrás de uma cortina. Uma parte precisou ser isolada por conta do risco de desabamento. Um relatório dos estragos e perigos chegou a ser feito pelo Iphan.
“Constataram que a estrutura está bastante comprometida, não tem condições de se manter. Fizeram uma paliativo para ameniza. Um lado já estava bastante comprometido e teve que fazer uma restauração urgente. Ficou de abrir um processo licitatório. Esse processo ficou aberto e se arrasta até os dias de hoje”, diz o professor Wellyngton Souza.
As fezes de morcegos, que caem do teto, retratam a situação atual da catedral. No último festejo da padroeira de porto nacional, as missas foram realizadas do lado de fora.
“Por não ter conservação na igreja, não ter cuidado, cada dia está ficando pior. Como o presbitério está isolado, o espaço da igreja ficou pequeno para os fiéis. Então a gente achou melhor fazer fora. Além da segurança e espaço, está inviável ter celebração dentro”, aposentada Amélia Martins.
Apesar de ser um monumento tombado, a professora da Universidade Federal do Tocantins, Rosane Balsan questiona a falta de cuidados com a catedral de todos os poderes públicos. “A morosidade em políticas públicas e em liberar recursos financeiros faz com que o patrimônio seja cada vez mais degradado. Além do Iphan, onde fica o papel do estado, do município? Onde estão as políticas voltadas para a preservação.”
Para quem tem sua história de vida misturada à história da catedral como a funcionária pública, Margarida Maria Mendes, fica ainda mais difícil acompanhar de perto a degradação do prédio histórico.
“Antes do tombamento, os fiéis reuniam e faziam a reforma que era para ser feita, com o tombamento fica difícil, tem que espera, tem que aceitar a decisão deles.”
“Fico muito triste de ver a igreja nesse estado”, lamenta a aposentada Odésia Rodrigues.
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Divulgação

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